Carmim


Carmim

Trago um cigarro

Abro aquela velha garrafa de vinho

Que deixaste da ultima noite

Olho no espelho e não me reconheço

Batom carmim, colo desnudo

Lágrimas desfazendo o rosto da boneca

Ainda a esperar a porta se abrir

O perfume invadindo a sala

Tomando-me pela cintura

Invadindo a boca em um beijo quente

Manchando a pele branca de carmim

Rasgando o vestido vermelho de cetim

Feito fera ferida

Vinga-se em meu corpo

Berros e gritos insanos

Mistura de ódio e desejo

Paixão ordinária

Que chega devastando

Entorpecendo e sugando

Meu sangue, meu ar

Pelos poros arranca-me

Todas as forças

Gritos e gemidos abafados

Pele vermelha

Revelando a possessão

Ardendo a carne tremula

Embriagada de sangue

Adormece sobre a mesa

Em meio a taças, restos de vinho

E cigarros baratos

Comentários

Marcia Paula disse…
Hum, delicioso como sempre.Beijos.
Flor de Azeviche disse…
Muito bom, Señorita
»»Luh«« disse…
Oieeeeeeee...
Tem selinho e meme pra vc lá no meu blog!!!

Dá uma passadinha depois, tá...

Beijocassss...