segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dedilhar Em Quiromancia


Dedilhar  Em Quiromancia

Presente e distante.
Sua pele ainda exala o teu doce perfume.
Permanece em minha derme.
Nem as mais altas tecnologias,
Podem ou vão tirar de mim.
Ainda escuto o som das suas risadas,
Ecoando em minha mente.
Teu jeito menina moleca.
Sempre rindo e me fazendo ver as coisas boas da vida.
Mas quando seus olhos pedra negra se encontram e se cruzam,
Com os meus, a overdose orgásmica acontece.
Explosão de ritmos, cores, luzes e gemidos.
Sua mão desenhando lentamente minha silhueta,
Mãos fortes, desenhos  rabiscos de nós .
Compostos por mãos, dedos, palmas, linhas.
Meu passado, presente e futuro descrito.
Em suas mãos.
Quiromancia de prazeres!
Deliciosamente sendo desvendada,
Observada!
Olhada!
Degustada!
Apenas com o doce dedilhar .
Extraindo do meu ser as mais altas notas.
Meu corpo extasiado entregue no seu colo.
Feito viola me choras.
Consome todas as notas inalcançáveis por um maestro.
Mas, como esquecer se você é o grande maestro.
O dono dos acordes, dos meus!
O senhor das letras.
O meu “ Maestro Rei” dessa orquestra de corpos .

Señorita Malagueta em overdose de querer!


Dualístico



“Dualístico” 

Ao despertar vejo o sol refletindo sua cor e seu calor na janela
Meus olhos buscam seu dormir, velo seu sono.
Imagino todos os dias essa cena.
Um suave afago em seu pescoço
 E feito criança uma pequena manha
Suas mãos entrelaçadas nas minhas
Imagino um caminho trilhado de cores a percorrer
Seu cheiro embriaga e me faz respirar vida
A pele que combina e nos vestimos dela
Seu sorriso maroto quando apronta
O coçar de cabeça quando esquece algo
O seu concentrar é lindo
Suas palavras difíceis
Adoro quando me explica algo
Quando ri das minhas piadas
Quando fica com cara de boba na web cam
Quando vejo seus olhos brilharem
Mesmo que de longe
Sinto seu beijo a léguas de distancia
E tudo isso é bom, pois é com você
Esse sonho é sonhado e trilhado por nossas almas
Não importa se perto ou longe
Se hoje ou amanhã
Mas elas já caminham juntas
Rumo ao fim do arco-íris
Onde  existe um tesouro
Um tesouro encantado e perfeito
Chamado “ Duas”

Beijinhos da Señorita Malagueta para as minhas lindas ouvintes.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

E eu? e Ela?



E eu? e Ela?

Na cama nua
Um sonho me envolvia
Meus pensamentos se misturavam com prazer
Calor, fogo e demência
Mas ainda assim queria esse sonho
Permito ser penetrada pelo mesmo
Uma mulher desconhecida
Com olhos turmalina
Olhava-me, com um olhar enigmático
Pouco a pouco  me despindo
Silenciosa  e com volúpia
Tua língua passeava por entre seus lábios
Com leves mordidas na boca
E eu?
Eu apenas a olhava
Não sabia como reagir
Deixei me levar nessa dança de corpos
Deixei que  minhas mãos brincassem em meu corpo
Sorrateiramente deslizava
Por entre meus seios
Tocando e desfrutando de cada parte
Seio rijo
Pele arrepiada
As mãos percorriam, brincando com minha barriga
Descendo até meu sexo
Que a essa altura encontrava-se rijo, vermelho
Ruborizava desejo, calor, fogo intenso
E ela?
Apenas com seu velho cigarro me fitava
Olhos nos meus
Um copo de whisky desfrutava
Sentia que a cada gole tomado
Era como se sorvesse o mais puro do meu ser
Sentia-me sorvida em uma taça de desejos
E tragada para dentro do seu prazer
E eu?
Deixei essa cortina de fumaça
Tomar contar do quarto
Brincando com meu sexo
Pra ela?
 Sim, a ela e por ela apenas
Olhe e veja o meu desejo
Era o que eu queria
Pertuba-la
Insandecer o teu ser
Ver tua carne trêmula
Assim como estava a minha
Trêmula e vibrando
Gemidos de prazer
De querer
Gemidos insanos
Sentia meu sexo explodir
Sentia que não poderia mais
Aquele prazer. Voyerismo
E ela?
Num rompante, apenas
Largou o cigarro no canto do velho quarto
E penetrou-me fortemente
Sem pedir, sem amores
Apenas penetrou-me
E de mim arrancava gritos e sussurros
De prazer.
E eu? Gozava olhando em teus olhos
E Ela? Gozava me fazendo tua mulher


Ando inspirada ultimamente.Beijos calientes a todos que passam por aqui e deixam suas marquinhas, seus comentários gostosos de ler. Isso me dá mais vontade de escrever, escrever e escrever.
Besitos da Señorita Malagueta

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Maresia




Maresia

Estranho amor
Estranho prazer
Olhos negros decifrando paixões escuras
No mar me perdendo
Esse mar de tesão retraído
Essas águas que provém de ti
Dos teus lábios
Que tanto buscam por adentram, explorar
As águas mais profundas e límpidas do meu ser
Mar de tentação, de refugio de prazeres
Ondas de calor e ardor
A pele que chama e pede por encontro de almas
Esse mar adentro  explorar
Provar
Tocar
Saborear
Olhar
Entrar
Esse misterioso mar de mãos, águas, pele na pele
Olhos nos olhos desnudando o proibido
Tesão retesado
Estas tuas notas sombrias que não me alcançam
Apenas entoam algumas notas de gemidos retidos
Ensandecidos  por explodirem em um único gozo
Assim como as ondas do mar, quebram em tuas curvas
Em tuas mãos, em teus lábios
Mar, maré, maresia
E ainda ficamos assim
Nesta maresia de prazer
Do desfrutar destas águas agridoces
Que provém de ti
Dessa fonte insana, límpida e repleta de loucuras
Pronta a explodir  feito as ventarolas de um mar revolto
Em tuas mãos.


Besitos da Señorita Malagueta com ares de mares

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Elixir da Insanidade



 
 Elixir da Insanidade

Delicadeza e suavidade, mãos voluptuosas, pele sedosa
Seus sussurros em meu ouvido, suplicando por ser minha
Teu corpo em um leve contorcer me busca.

Teus olhos turmalina, nos meus, em uma só oração
Em uma só cadência, vibrando todas as notas e acordes
Das nossas canções. Nosso perfume misturado nesse quarto
O cigarro nas tuas mãos e a cada tragar sinto o tragar em meu sexo.

Provocando
Olhando 
Toma-me sem movimento algum
Provoco-te com meu dedilhar afoito, minha boca procurando a tua
Minhas mãos passeiam  por mim, por dentro, por fora, por todos os lados.

Procurando nossos corpos, minhas pernas entrelaçam o lençol
Meus olhos te trazem pra perto de mim
Os corpos se encontram, se tocam,  se sentem
Como se soubesse o caminho a seguir

Sinto seu hálito quente em meu pescoço, descendo pelo meu colo desnudo
Me tomas!!!
 Me arrancas!!!
Me tens!!!
Já não sabemos o começo nem o fim de ti nem de mim
Minha boca em teu sexo a devorar –te sem pudores e receios


Apenas o teu gosto de mulher  a me inebriar
Seguro tuas pernas tremulas e teu grito preso
Solta tuas amarras, taras e vontades
Sinto o derramar de tua insanidade em minha boca

Amamo-nos, nos queremos, nos enroscamos
Tuas mãos me enlouquecendo, tuas mãos em minha anca
Firmemente segurando  em um leve vai e vem de cada estocada
A extrair de mim o gozo mais que profundo e sereno dessa noite

Noite de prazeres, olhares, fome, sede
Noites de taras, luxuria lascívia
Noite de comer e ser devorada
Noites de perversão sua e minha
Minha e sua!! 

Señorita Malagueta vagueando por ai. Besitos Calientes!


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lençóis


Lençóis

Os lençóis bagunçados
Aromas misturados  agridoce
Pele quente, mãos eufóricas
Me  procuram  insandecidamente
Batimentos cadenciados
Respiração ofegante
Corpos em contorções
Pernas, braços, bocas e línguas
Teu cheiro de sexo no meu sexo
Sua língua na minha língua
Teus seios me trazem para perto de ti
Respiro, sussurro de maneira desenfreada
Gemidos abafados por suas mãos em minha boca
Enquanto seus dedos me adentram voraz
Minha boca sussurra por mais e mais.
Invadida, penetrada, emaranhada
Em nosso lençóis

 Beijos  picantes da Señorita Malagueta

Sensações e Confusões




Sensações e Confusões

Sentidos desconhecidos, emoções a tordo
Vontade suprema de querer
Esse querer oculto,obscuro
Viajem em cores, gostos e toques
Caleidoscopicamente
Esse seu ser, esse meu ser
Vontade dúbia
Onde te encontro?
Onde eu começo e termino?
Onde você está agora?
Aqui em mim. Isso eu sei!
Talvez, longe do meu lado.
Ainda sinto esse aroma matinal
Esse sol  adentrando nosso quarto
Essa preguicinha  gostosa
Vontade de adormecer sempre nos teus braços
Essas noites imensas com sol
Tão imensas que, o relógio acelera em acabar
Eu a sinto a onde quer que eu vá
Pois você feito tatuagem
Demarcou minha pele.